terça-feira, 3 de novembro de 2015

7 Coisas para tirar já do frigorífico

7 coisas para tirar já do frigorífico… e evitar custos elevados na saúde. 

ng3118026  

Guardar no frigorífico para mais tarde consumir é cada vez mais uma
tendência na gestão financeira/doméstica das famílias portuguesas. No
entanto, há que ter cuidado com o que se guarda, em que condições e
durante quanto tempo… pois há uma série de perigos escondidos nos
alimentos que podem resultar em elevados custos para a saúde.

A Kitchen Daily, destacada pelo The Huffington Post, dá uma série de dicas para preservar a sua saúde:
1. Amantes de restos.

De acordo com FoodSafety.gov, o tempo de armazenamento para as sobras no frigorífico não deve exceder os quatro dias para evitar doenças transmitidas pelos alimentos. Se assim não o fizer, está em risco de ter uma intoxicação alimentar, cujos sintomas são, convém lembrar, dores de estômago, vómitos e diarreia.

2. Enlatados

Cuidado com as latas abertas, especialmente as que conteúdo ácidos, como os sumos de
fruta ou tomates, que podem fazer com que o metal se transfira para a comida. Esse sabor metálico pode causar sintomas adversos de curto prazo, como febre, náuseas e diarreia.

3. Sopa enlatada.

Em 2011, um estudo realizado por investigadores da Harvard School of
Public Health mostrou que consumir sopa enlatada durante cinco dias
aumenta a concentração de BPA (ou Bisfenol A, usado em plásticos) na urina em mais de 1000%, em comparação com indivíduos que consumiram sopa fresca no mesmo período. O revestimento interior da lata em resina contamina a sopa provocando desregulação endócrina química, que está relacionada com a obesidade, danos no fígado e de outros problemas.

4. Bolor nos alimentos ou em parte.

Já lhe aconteceu certamente olhar para um tomate com bolor e retirar a
essa parte pensando que, pronto, ficava tudo bem. Errado. Estudos
revelam que o bolor penetra profundamente abaixo da superfície da
comida, especialmente para produtos como frutas. Os bolores mais expressivos indicam fungos com raízes profundas que
espalharam substâncias tóxicas nos alimentos, pelo que é mais seguro não usar o alimento inteiro. O bolor produz esporos, que em ambiente
seco de um frigorífico se espalham pelo ar, provocando o contágio de outros alimentos.

5. Bacon e carnes frias.

Um estudo recente conduzido por um instituto sueco ligado à
investigação alimentar concluiu que o consumo de carne processada
aumenta o risco de cancro do pâncreas. Por cada 50 gramas de carne
processada consumida diariamente, como bacon, carnes frias e salsichas
o risco aumenta em 19% os risco desta doença. A solução passa por substituir este género de carne por fresca, criada
de forma natural (frango ou peru, por exemplo), assada ou grelhada. Ou
optar por outra proteína mais a gosto.

6. Margarina. 

processo de hidrogenação da margarina forma gordura trans, que, quando
consumida em grandes quantidades aumenta o mau colesterol (LDL) e
diminui o colesterol bom (HDL). Além disso, um estudo recente conduzido
pelo Professor John M Davis no National Institute of Health concluiu
que, entre os doentes com doença cardíaca, substituir as gorduras
animais saturadas por gorduras vegetais polinsaturadas pode aumentar o
risco de doença cardíaca e ataque cardíaco.

7. Maçãs não orgânicas.

De acordo com o Environmental Working Group (EWG), as maças estão no
topo da lista dos produtos frescos susceptíveis de serem contaminados
com pesticidas, seguidas de aipo e pimentões. De acordo com a EWG, a lista foi feita depois de o United States
Department of Agriculture (USDA) ter lavado os produtos com máquinas de
água de alta pressão. Porque a dúvida subsiste sobre se os pesticidas
são removidos desta maneira, a EWG aconselha produtos orgânicos.
Consumir produtos com pesticidas provoca envenenamento do cérebro e
sistema nervoso, colocando aumentado o risco de cancro e outras doenças
graves.


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

4 Regras essenciais para congelar alimentos.

Congelar alimentos, sejam frescos ou sobras de comida, é muito frequente na maioria das casas e ainda bem. Não só preserva as características dos alimentos quando ainda estão frescos, como pode poupar muito dinheiro. Mas será que está a congelar os alimentos da forma certa? 




4 Regras essenciais para congelar alimentos.

1. TEMPERATURA ANTES DA CONGELAÇÃO

Para começar, o congelador deve estar regulado nos 18 graus negativos. Depois, nunca coloque alimentos quentes ou à temperatura ambiente no congelador. Antes de os congelar, coloque-os dentro de uma caixa ou saco de congelação e leve-os ao frigorífico antes de os colocar no congelador.Lembre-se que os alimentos dilatam com a congelação, por isso, nunca encha os recipientes até cima.
 

2. PROTEJA A COMIDA

É fundamental proteger a comida antes de congelar os alimentos mas as embalagens que usa podem não ser suficientes para os proteger de queimaduras pelo frio, especialmente quando se trata de grandes pedaços de carne. Comece por enrolar a carne em papel vegetal e, depois, isole com película aderente.

Para os restantes alimentos, use sacos com fecho. Depois de colocar os alimentos no interior, feche o saco mas deixe uma pequena abertura para que possa retirar todo o ar e só depois feche o saco. Isto reduz a quantidade de ar em contacto com os alimentos, impedindo queimaduras, preservando-a por mais tempo e em melhores condições. Usando sacos, poupa imensa espaço já que os pode guardar na horizontal e na vertical.
 

3. IDENTIFIQUE OS SACOS

Coloque etiquetas em todas as embalagens com a indicação do conteúdo e a data da congelação. Com certeza já lhe aconteceu ter algo no congelador que não é capaz de identificar, certo? Além disto, os alimentos congelados também têm prazo de validade, a saber:
  • Carne de caça: 6 meses 
  • Carne de frango: 10 meses
  • Carne de vaca: 12 meses
  • Carne de borrego: 8 meses
  • Carne de porco: 6 meses
  • Carne picada 2 meses
  • Enchidos: 2 meses
  • Hortaliças: 12 meses
  • Peixes azuis: 3 meses
  • Peixes brancos: 6 meses
  • Salgados: 6 meses
  • Manteiga: 6 meses
  • Marisco: 3 meses
  • Natas: 3 meses
  • Pão e bolos: 3 meses
  • Pratos cozinhados: 3 meses
  • Queijos de pasta mole: 8 meses

4. COMO ORGANIZAR 

No congelador, como no frigorífico, coloque os alimentos crus na parte inferior e os alimentos cozinhados, caixas de gelado e cubos de gelo na primeira prateleira. Quando congelados, os alimentos não escorrem, mas enquanto estão em processo de congelação sim.


 

6 DICAS PARA CONGELAR ALIMENTOS COMO UM MESTRE


1. TENHA REFEIÇÕES PRONTAS

Se tem carne picada que vai congelar, porque não transformá-la em almôndegas, trouxas, empadas, pequenas quiches de carne ou rissois? Leve a congelar e já tem uma refeição pronta para aqueles dias em que não tem tempo.

 

2. CONGELE OS LÍQUIDOS EM SACOS 

Fez molho de bolonhesa, francesinha, caril ou caldo de carne e sobrou? Não deite fora! Coloque o líquido num saco plástico (sim, num saco pástico), feche e com cuidado coloque no congelador. Quando precisar, vai ver que é muito mais fácil descongelar um pedaço de molho espalmado do que se o tivesse congelado numa caixa que resulta em forma paralelepípedo - além do que poupa espaço!

 

3. GUARDE TODOS OS PEDACINHOS DE QUEIJO

Ralou queijo e sobrou-lhe aquele canto final? Não gastou o pacote todo de queijo ralado? Tem fatias à solta no frigorífico? Vai deitar fora? Nem pensar! Guarde todos os pequenos pedaços de queijo numa caixa de congelação e, quando fizer lasanhas ou qualquer outro gratinado, use essas sobras e vai poupar muito dinheiro (o queijo ralado não é nada barato!).

 

4. CONGELE EM DOSES INDIVIDUAIS

De vez em quando, é boa ideia fazer alguma comida a mais para congelar e usar nos dias em que não tem tempo ou vontade de cozinhar. Tenha o cuidado de congelar em doses individuais porque descongela e cozinha mais rápida, além do que, pode não precisar de tudo de uma vez. Use sempre a técnica do saco de que falamos acima.

 

5. ATENÇÃO ÀS FRUTAS E LEGUMES 

As frutas devem ser sempre lavadas e os caroços retirados antes de congelar e servem para usar em sobremesas e sumos. No caso das legumes, há mais cuidados a ter sendo necessário branquear os alimentos para conservar cor, sabor e textura. 

Primeiro, deve retirar qualquer parte estragada, depois, os legumes são escaldados em 2,5l de água  a ferver, em porções de 300 g de cada vez, num determinado período de tempo. Cada água só serve pode ser usada 8 vezes para cada legume, se trocar de legume, tem que trocar de água. De seguida, os legumes são imediatamente passados por água fria corrente e mergulhados em água gelada, no mesmo espaço de tempo em que foram escaldados. 
 
TABELA DE BRANQUEAMENTO DE LEGUMES 
Aipoescaldar 4 minutos
Abóboraescaldar 3 minutos
Acelga (folhas ou talos)escaldar 2 minutos
Alcachofraescaldar 8 minutos em água com limão
Alho francêsescaldar 4 minutos
Beterraba (inteira)escaldar 8 minutos
Beringelaescaldar 4 minutos
Brócolosdemolhar 30 minutos
escaldar 8 minutos em água com sal
Cenoura (inteira)escaldar 5 minutos
Cenoura (rodelas)escaldar 3 minutos
Chuchuescaldar 2 minutos
Couveescaldar 2 minutos
Couve-florescaldar 3 minutos
Ervilha fresca (grãos)escaldar 2 minutos
Ervilha fresca (vagem)escaldar 3 minutos
Espargosescaldar 4 minutos
Espinafreescaldar 2 minutos
Favas (grãos)escaldar 4 minutos
Naboescaldar 5 minutos
 

6. CUIDADO!

Antes de cozinhar qualquer coisa que tirou do congelador, certifique-se que descongelou completamente. Nunca cozinhe algo que ainda está congelado e coloque sempre os alimentos no frigorífico para descongelar. Ah! E se descongelou, não volte a congelar, a não ser que cozinhe primeiro.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Benefícios do Marmeleiro


Amacia a pele mas não só. Descubra todas as suas propriedades
Combate as diarreias das crianças, amacia e acalma a pele e as mucosas inflamadas e é útil em constipações e bronquites. O marmelo era já conhecido dos antigos gregos e crescia como arbusto espontâneo desde a Turquia até ao Norte do Irão e à Transcaucásia. Hipócrates (460-377 a.C.) recomendava-o como remédio adstringente do aparelho digestivo.
Mais tarde, outro grande médico da antiguidade, Dioscórides

(40-90 d.C.) regista uma receita de óleo de marmelo que era aplicado em feridas com prurido, infectadas ou alastrantes. Teve durante muito tempo lugar de destaque na medicina antiga, utilizando-se mesmo como antídoto de venenos.
Actualmente, o marmelo perdeu um pouco a reputação que tinha na antiguidade não tendo, no entanto, deixado de ser utilizado para os mesmos fins que nos tempos de Hipócrates e Dioscórides.
As maçãs de ouro do Jardim de Hespérides, representadas no alto relevo do Templo de Zeus, em Olímpia, em 450 a.C., assemelham-se muito aos marmelos. Durante muito tempo, estes belos e perfumados frutos foram apreciados mais pelo seu aroma do que pelas suas propriedades medicinais ou alimentares e era comum fazer-se oferendas de marmelos aos Deuses.
Para o povo, oferecer um marmelo era uma prova de amor, tanto que no século XV oficializou-se através do decreto de Sólon a utilização do marmelo nos rituais nupciais.
Componentes
Componentes
O fruto contém taninos, pectinas, sais minerais,

óleo gordo, vitaminas do complexo B e C, as sementes contém cerca de 20% de mucilagem, glicósidos cianogénicos (incluindo amigdalina),
óleos e taninos.
Propriedades
Propriedades
Tem acção emoliente (amacia e acalma a pele e as mucosas inflamadas),

antidiarreica devido às pictinas e mucilagem, devido ao alto teor em taninos. A polpa das sementes é bastante adstringente (contraí os tecidos, os capilares, os oríficios e tende a diminuir as secreções das mucosas.
As plantas adstringentes são quase sempre anti-hemorrágicas e podem provocar obstipação). É útil em inflamações gastrointestinais, síndrome do colón irritável, constipações e bronquites.
O fruto e o seu sumo podem ainda ser utilizados como elixir oral ou gargarejo contra aftas, problemas de gengivas e dores de garganta. Quando cozinhado, o fruto perde grande parte da sua adstringência.
O xarope de marmelo é recomendado como bebida digestiva e ligeiramente adstringente. Externamente, utilizam-se as sementes em inflamações cutâneas, queimaduras e hemorróidas.
O marmelo cozido é um fruto seguro contra as diarreias infantis.

As flores são comestíveis e podem utilizar-se em saladas e na confecção e decoração de diversos pratos.

Veja na página seguinte: Onde e como é cultivada a árvore cujas folhas são muito usadas para... banhos!
Descrição, habitat e cultivo
Descrição, habitat e cultivo
Existem duas variedades: o marmelo(Cydonia vulgaris Pers.) e a gamboa (Cydonia oblonga Miller). Ambas são muito semelhantes, sendo mais comum consumir-se a gamboa crua, enquanto o marmelo consome-se cozinhado ou em geleias e marmeladas.
No Brasil são conhecidos por pomo-duro, pomo-de-vénus. Em Inglês, dá-se-lhes o nome de quince. Em Francês, coing e, em espanhol, membrillo.
É uma árvore de folha caduca, da família das rosáceas que chega a atingir 8 metros de altura, tem folhas ovais, cinzento-esverdeadas, flores rosadas ou brancas e frutos periformes amarelos, de aroma doce que estão prontos a colher no fim do Verão.
O marmeleiro é nativo do centro e sudeste asiático, sendo no entanto muito cultivado em toda a região mediterrânica, especialmente em Creta. No nosso país cultiva-se um pouco por toda a parte, aparecendo também como árvore subespontânea

em sebes, valas e matas no Centro e Sul do Continente.
É muito cultivado para o fabrico de marmelada. Prefere solos ricos e húmidos. Utilizam-se principalmente os frutos e as sementes podendo também utilizar-se as flores na culinária e em banhos relaxantes.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

BOLO DE BATATA-DOCE E CHOCOLATE

Apesar de poder parecer estranho o chocolate liga na perfeição com a batata-doce. Em alternativa pode utilizar cenoura.



INGREDIENTES

  • Batata-doce cozida e esmagada 500 g
  • Açúcar branco 200 g
  • Açúcar Amarelo 150 g
  • Òleo de girassol 180 ml
  • Sumo de laranja 2 unidade
  • Ovos grandes 3 unidade
  • Farinha com fermento 330 g
  • Bicarbonato de Sódio1 colher de chá bem cheia
  • Canela 3 colheres de chá
  • Noz-moscada uma pitada -
  • Sal uma pitada -
  • Chocolate negro grosseiramente picado 180 g

PREPARAÇÃO

Pré-aqueça o forno a 180°C e forre com papel vegetal uma forma retangular. Comece por misturar a farinha com o fermento, a canela, o sal e a noz-moscada e reserve.
Num outro recipiente bata os ovos com a batata-doce, os açúcares, o sumo de laranja e o óleo até obter uma mistura uniforme.
Adicione aos poucos os ingredientes secos sem bater em demasia e, por fim, junte 150 g do chocolate negro. Deposite a massa na forma e polvilhe com o restante chocolate. Leve a cozer durante cerca de 50 minutos. Deixe arrefecer e corte em quadrados.

domingo, 25 de outubro de 2015

SABE QUE PODE USAR OS TEMPEROS DA SALADA PARA LIMPAR A SUA CASA?

Veja como poderá deixar todas as divisões a brilhar, sem prejuízo para o bem-estar da sua família. Porque o ecológico não engana!
Sabia que pode usar os temperos da salada para limpar as superfícies da sua casa? E que existem detergentes que higienizam melhor, rendem mais e ainda fazem bem ao ambiente? Gastamos mundos e fundos em produtos de limpeza que fazem mal à nossa saúde e ainda desgastam os móveis e as superfícies do nosso lar. Mas é possível libertarmos o ambiente doméstico de produtos tóxicos, passando a comprar ou até fazer detergentes compostos por elementos biodegradáveis, sem solventes, colorantes, nem perfume.
Solução mais saudável e ecológica não existe! Por outro lado, também pode arregaçar as mangas e fazer os seus próprios detergentes ecológicos com recurso a ingredientes naturais que já tem na despensa. Descubra como otimizar os recursos caseiros, melhorar a economia doméstica  e o ecossistema de uma só vez.
Os riscos para a saúde dos detergentes convencionais
Atualmente, grande parte da nossa higiene doméstica é feita com produtos químicos, o que, de acordo com Manuel Alberto da Fonseca, autor de «Saúde Holística», «pode ser nocivo para a saúde e ambiente em geral». Acontece que esse impacto pode ser significativamente reduzido. Segundo Sylvia Almeida, formadora, especialista em produtos ecológicos caseiros, o problema está no nível da toxicidade.
«Todos os detergentes contêm químicos, sejam eles convencionais ou ecológicos», alerta. A oferta é tão vasta e promete  fazer tantos milagres à nossa casa que, por vezes, é difícil distanciarmo-nos da mensagem e lermos com atenção a descrição dos compostos dos produtos que estamos a comprar. No entanto, atrás da garantia de rapidez e eficácia estão os efeitos nocivos, à espera de mostrarem o que têm para oferecer.
Queimaduras e sensibilização da pele quando os agentes ativos são excessivamente agressivos, alergias dermatológicas, respiratórias e dores de cabeça provocadas pelos perfumes, resistência das bactérias graças à ação prolongada dos agentes antibacterianos… A lista de possíveis consequências nocivas para a saúde é grande.
Os riscos para o ambiente dos detergentes convencionais
«Inevitavelmente, as pessoas irão acabar por pagar um preço bem mais elevado do que aquele que pagaram pelo produto», assegura Sylvia Almeida. Mas não é só aos seres humanos que estes agentes químicos afetam diretamente. Também levam ao desgaste prematuro dos materiais das superfícies que limpamos, «devido à agressividade de certos detergentes (à base de soda caustica, lixívia ou amoníaco) ou à incompatibilidade de certos produtos com determinados materiais».
Sobretudo os anticalcários, presentes nos detergentes domésticos, que poluem os meios aquáticos. Todavia, há alternativas ecológicas para as tarefas domésticas que são verdadeiras amigas do ambiente. Detergentes que têm como base ingredientes naturais e biológicos. Ao valorizarmos o uso de substâncias renováveis nas limpezas diárias, estamos a diminuir o impacto que os poluentes dos detergentes convencionais têm no nosso ecossistema.
Veja na página seguinte: As soluções mais orgânicas a que pode recorrer
A solução orgânica a que pode recorrer
Os detergentes ecológicos caracterizam-se, nas palavras de Sylvia Almeida, por «uma maior biodegradabilidade dos seus componentes, o uso de tensioativos, agentes ativos ou  antibacterianos não tóxicos ou alergénicos». A especialista também clarifica que, quando os detergentes usam anticalcários, «esses não são fosfatados e o recurso aos perfumes é reduzido ou quase nulo».
Quanto maior for a concentração de ingredientes naturais na composição dos produtos, menor será a sua toxicidade e menos intenso será o odor. Manuel Alberto da Fonseca recomenda investir em «detergentes à base de plantas, aromas naturais, minerais e sabão natural». «Devem preferir-se detergentes biológicos com enzimas, pois atuam em determinados produtos orgânicos de difícil remoção», aconselha ainda.
Desvantagens a ter em conta
Um champô caro, com uma composição mais concentrada e rica em ingredientes naturais, normalmente não faz muita espuma. Isso não acontece com os champôs mais acessíveis e que habitualmente compramos. Por isso, ao lavar, se a espuma não for suficiente, aplicamos produto até ficarmos satisfeitas de que está tudo a funcionar conforme o habitual. O mesmo se passa com os detergentes ecológicos.
A tendência é utilizarmos maior quantidade do que faríamos com um produto de limpeza convencional. Contudo, Sylvia Almeida certifica que, «regra geral, não é necessário usar mais detergente ecológico para uma boa limpeza». E deixa ainda um alerta. É que, embora ecológicos, estes detergentes «são um produto químico que não deve ficar ao alcance das crianças».
Do ponto de vista de Sylvia Almeida, «a partir de quatro ou cinco produtos polivalentes podemos satisfazer todas as necessidades de limpeza da casa». Sabão natural, limão, bicarbonato de sódio, sal marinho, vinagre (atenção que corrói o mármore), óleos essenciais e água gaseificada são alguns dos ingredientes necessários para fazermos detergentes ecológicos em casa.
Estas são algumas das soluções a que pode recorrer:
1. Transforme o óleo usado em sabão, com recurso a hidróxido de potássio. Obtém um sabão natural, ideal para detergente.
2. Misture vinagre branco quente a um punhado de sal grosso. E, com um pano, esfregue bem sobre as manchas da banheira.
3. Em vez de colocar os tradicionais sabonetes nos armários, opte por pauzinhos de giz dentro de sacos de organza.
4. Encere os móveis de madeira com óleo de cedro ou óleo de linhaça, deitando um pouco de produto e passando um pano no sentido dos veios. Deixe secar durante um dia e volte a passar com um pano para tirar o excesso.
5. Dê brilho ao seu chão de madeira envernizada com um preparado de óleo de linhaça e vinagre de vinho.
6. Para acabar com o calcário das suas torneiras, aplique diretamente um papel absorvente embebido em limão e vinagre e deixe atuar quatro horas.
7. Previna humidades, bolor e evite as traças, passando pelos livros um pano impregnado com uma mistura de vinagre branco, gotas de essência de alfazema, lavanda e alecrim.
Veja na página seguinte: Onde comprar produtos de limpeza ecológicos
Onde comprar produtos de limpeza  ecológicos
Várias marcas de detergentes ecológicos já se encontram à venda em hipermercados Continente e Jumbo, supermercados El Corte Inglés e nas lojas de produtos biológicos Miosótis e Brio. Caso não encontre o produto que pretende através destes pontos de venda, consulte os seguintes sites para poder encomendar:

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

As propriedades terapêuticas das folhas de Murta.

Além de facilitar a digestão, este arbusto tem uma ação expetorante e antissética do aparelho respiratório. Contém ainda taninos, úteis no combate às diarreias
As folhas de murta têm ação expetorante e antissética do aparelho respiratório. Além disso, esta planta é adequada para a pele e para as gengivas. A murta (Myrtus communis L.), da família das mirtáceas, é também conhecida por murta-dos-jardins, murteira ou murtinho. Cresce em matas e charnecas, sobretudo no litoral mediterrânico, até 800 metros de altitude. Trata-se de um arbusto que pode chegar a atingir três metros de altura, de caule muito ramificado e pequenas folhas persistentes, coriáceas.
Com cheiro semelhante ao característico da flor de laranjeira, flores brancas de estames numerosos e compridos, estilete saliente, aroma doce, delicado e apimentado, pequenas bagas pretas de sabor adocicado com notas de zimbro e alecrim. Mais abundante no centro e no sul de Portugal continental, esta variedade, uma uma espécie da família das Myrtaceae, é rara no norte do país. Além das folhas, que podem ser usadas em chá, as bagas e as flores também podem ser consumidas.
Símbolo do amor feliz
Existem inúmeras histórias e lendas associadas à murta, muito mencionada na mitologia grega onde era dedicada às deusas Vénus e Afrodite. Glorificada pelos poetas da antiguidade clássica, coroavam os herois com murta e também as esposas, como símbolo do amor feliz. No Antigo Testamento, as noivas usavam também grinaldas de murta. A madeira dos seus caules era queimada como incenso e das folhas e flores destiladas fazia-se uma água famosa, a água de anjo, que era utilizada como produto de beleza.
A murta foi, durante séculos, um dos condimentos mais utilizados na Europa até ao aparecimento das especiarias orientais, que as pessoas passaram a preferir. No entanto, nas ilhas mediterrânicas, nunca perdeu a sua importância. Na Córsega, ainda hoje é muito popular um licor feito a partir de uma maceração das bagas, que é utilizado como remédio digestivo. Na composição desta planta, encontram-se 14 ácidos gordos. Os insaturados, que representam cerca de 73,7% predominam, destacando-se o ácido oleico.
Propriedades e constituintes
Taninos, óleos essenciais e resinas são os seus principais constituintes. Os componentes ativos da murta são rapidamente absorvidos, dando à urina odor a violeta. As folhas têm uma ação expetorante e antissética do aparelho respiratório, sinusite, tosse e bronquite. Esta planta é útil também no tratamento de problemas do aparelho genito-urinário como cistite, corrimentos vaginais e uretrites. Os taninos são responsáveis pela sua ação adstringente e úteis no combate às diarreias.
Externamente, utiliza-se para tratar problemas de pele como psoríase, acne, infeções das gengivas ou hemorroidas. O óleo essencial desta variedade botânica é muito utilizado no fabrico de sabonetes e outros produtos de cosmética. Nos extratos de folhas, os principais compostos fenólicos presentes são os flavonoides, cumarinas e taninos, substâncias naturais com fortes e reconhecidos poderes antioxidantes.
Veja na página seguinte: As utilizações mais comuns na culinária
Na culinária
Podem utilizar-se as folhas, flores e bagas, frescas ou secas. Utilizam-se as flores frescas em guarnições e saladas. As folhas combinam bem com tomilho ou segurelha para temperar pratos de carne ou com funcho para temperar peixe. Nos churrascos, queime uns raminhos de murta junto ao carvão, o que dará aos cozinhados um sabor semelhante ao zimbro. No sul da Itália, utilizam as folhas da murta como envoltório no fabrico de pequenos queijos. Entre nós, é bastante popular o licor de murta. Já alguma vez provou?
No jardim
A murta é uma planta muito resistente e de fácil cultivo. Em climas frios, desenvolve-se melhor dentro de casa nos meses de inverno. No exterior, pode e deve plantá-la em lugar seco e abrigado. Não a deve regar em excesso e tem de protegê-la da geada. As folhas podem ser colhidas durante todo o ano, as flores a partir de abril ou de maio e as bagas no outono ou, nalguns casos, na reta final do verão.